A bancada federal do Ceará denunciou no Congresso Nacional um novo escândalo do Orçamento. O deputado federal Raimundo Matos responsabiliza o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, de mudar o destino dos recursos de uma emenda da própria bancada cearense no valor de R$ 34 milhões. Esse dinheiro era destinado ao ministério do Turismo e deveria ter sido dividido entre todos os 22 deputados federais e os 3 senadores. Mas isso acabou não ocorrendo.
Essa emenda de bancada foi fatiada por quatro municípios: Barbalha, Maracanaú, Fortaleza, Caucaia e Crato. Essa decisão monocrática do ministro Alexandre Padilha será contestada na terça durante um encontro dele com a bancada cearense. Deputados federais como Padre Zé Linhares e Mauro Benevides exigem o resgate do acordo inicial que destinava essas verbas a todos os 25 parlamentares do Ceará.
Segundo Raimundo Matos, se o ministro Alexandre Padilha não recuar, a bancada cearense irá propor mesmo que seja depois do período eleitoral uma nova CPI do Orçamento. É que esse desvio de finalidade teria acontecido também em outros estados brasileiros. Leia mais sobre esse assunto em matéria do portal IG:
PRÓXIMA NOTA - Congresso | 05:05
Parlamentares detectam desvio no Orçamento
A bancada do Ceará no Congresso detectou o que pode vir a se tornar um grande escândalo:
O governo reuniu parte das chamadas verbas de bancadas do Orçamento e redistribuiu-as como bem quis, desobedecendo as prioridades determinadas durante a votação do projeto de Orçamento.
Segundo relato do deputado Raimundo Matos (PSDB-CE), no vídeo abaixo, gravado especialmente para o Poder Online, os parlamentares cearenses, liderados pelo petista José Guimarães, já pediram reunião com o coordenador político do governo, Alexandre Padilha.
Os oposicionistas falam até em CPI.
Veja o vídeo com a denúncia do deputado Raimundo Matos em entrevista concedida ao colunista Tales Farias:
http://www.youtube.com/watch?v=8pa2TwxyQ1I&feature=player_embedded
Desvio no Orçamento: atropelo por causa do prazo eleitoral
O caso do Ceará não é único.
Foi detectado em outras bancadas estaduais o mesmo desvio: municípios que não estavam contemplados no Orçamento aprovado pelo Congresso foram brindados com empenhos orçamentários de última hora.
O governo tinha até esta semana para fechar todos os empenhos de verbas do Orçamento da União enviadas para os estados e municípios. A partir de agora, por força da legislação para anos eleitorais, esses empenhos sofrem sérias limitações.
Daí o atropelo.
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